Ele conta também que
dos seus quatro filhos, dois trabalham na feira com ele, sendo que um já tem
sua própria barraca. Jurandir, que tem mais duas filhas, prefere deixá-las em
casa cuidando dos afazeres domésticos auxiliando sua esposa, já que o dinheiro
arrecadado com a venda das carnes dá para o sustento de todos.
Ao contrário do que muitos pensam, são os próprios comerciantes
que fazem a manutenção e limpeza da feira, “A única participação da prefeitura
aqui é na hora de cobrar o IPTU, todas as pequenas mudanças que fazemos aqui
saem do nosso bolso”, conta o orgulhoso Jurandir.
Sobre o futuro, seu Jurandir (como gosta de ser chamado) já
tem planos definidos, pretende se aposentar em breve e passar o negócio para os
dois filhos que o acompanham diariamente, “acho que já chegou à hora, mas estou
adiando, essa coisa de trabalhar de domingo a domingo todos esses anos cansa um
pouco, to na hora de descansar”, conta ele em tom de brincadeira.
Já quando foi abordado sobre uma futura mudança na feira,
como houve com o mercado do Rio vermelho e com a feira de São Joaquim ele fala
que não tem nenhum receio, pois as barracas são propriedades particulares,
então não haverá uma grande mudança aqui.
Trabalho realizado por Heloise Nascimento e Bruno Ganem para a matéria de Fotojonalismo II no curso de Jornalismo - FSBA em 05 de Setembro de 2014.
